sexta-feira, 22 de julho de 2011

A fábula das borboletas



[EM FOCO - Informativo do Hospital Centrinho/USP e Funcraf • Ano 11 • nº 52 • Bauru, jun./jul. 2011]

Oi leitor!

É com muita alegria que encontro você nesta nova edição do Em Foco. Se você já leu as minhas colunas anteriores, deve ter notado que adoro contar histórias através de parábolas...

Neste mês, ofereço a você uma muito especial: A fábula das borboletas, de Nickos Kasantekais (do livro “O Pobre de Deus”), que nos fala das dificuldades, do valor que estas têm no processo de nos tornarmos pessoas cada vez melhores. Quando a li pela primeira vez, fiquei emocionado; poucas coisas que li ao longo desta vida tiverem o poder de deixar tanta coisa clara para mim como esta lição abençoada.

Pois eu desejo, de coração, que elas também acrescentem algo à sua existência, amigo leitor. Abraço grande e boa leitura!

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo. Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas... Como ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então, pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.

O homem decidiu ajudar a borboleta: Pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno, e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo. Mas... Nada aconteceu!

Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura, era o modo com que Deus fazia para que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas. De modo que ela estivesse pronta para voar, livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossas vidas. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas, sem quaisquer obstáculos, Ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes, como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar...

Um comentário:

Daniele S.F disse...

Oi Gustavo, nossa essa parábola é emocionante mesmo. E quantas vezes já cortamos casulos de borboletas tentando ajudá-las e acabamos prejudicando-as...